Sete Problemas com uma Igreja Movida a Atividades

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por Rev. Thom Rainer, Ph.D.

tradução de Natan Cerqueira

Muitas igrejas estão ocupadas; provavelmente, muito ocupadas. Os calendários de igrejas se enchem muito rapidamente com uma miríade de programas e atividades. Embora nenhuma dessas atividades possa ser individualmente problemática, a presença de muitas opções pode ser.


Uma igreja movida a atividades é uma congregação cuja visão de corpo é aquela que diz que quanto mais ocupados, melhor. Dessa perspectiva, mais atividades significam uma igreja mais saudável. A realidade é que igrejas que medem sua própria saúde por seu nível de ocupação já têm muitos problemas. Permitam-me elaborar sete desses desafios.


1. Atividades não são um propósito bíblico. Certamente, algumas atividades podem levar uma congregação a realizar seus propósitos bíblicos. Mas estar ocupado em si não deveria ser o objetivo de uma congregação saudável.


2. Estarmos ocupados pode nos impedir de nos conectar com outros crentes e descrentes. É uma triste ironia que igrejas locais são uma das principais razões pelas quais nós não nos conectamos regularmente com as pessoas em nossa comunidade e no mundo. Estamos ocupados demais “com coisas da igreja”.


3. Uma igreja movida a atividades não costuma ser estratégica em seus ministérios. Os líderes não pensam no que é melhor, mas frequentemente naquilo que é o próximo item da lista de afazeres.

4. Uma congregação muito ocupada pode ferir as famílias. Infelizmente, alguns membros de igreja estão tão ocupados com suas igrejas que eles negligenciam suas famílias. Nossas igrejas deveriam fortalecer famílias, não as separar.


5. Uma igreja movida a atividades não costuma ter presença na comunidade. Os cristãos deveriam ser a presença de Cristo nas comunidades que suas igrejas servem. Alguns cristãos estão tão ocupados com atividades da igreja que não têm uma presença encarnacional [1] na comunidade.


6. Igrejas movidas a atividades costumam ter ministérios “isolados”. Então, o ministério aos estudantes planeja atividades que conflitam com as do departamento infantil, que conflitam com os do ministério de adultos mais idosos, e por aí vai. Ao invés de todos os ministérios e atividades operaram juntas para um propósito estratégico, eles tendem a trabalhar apenas para suas áreas particulares.


7. Igrejas que se concentram em atividades tendem a praticar mordomia de modo ruim. Muitas das atividades não são necessárias. Algumas são redundantes. Outras são vacas sagradas. A efetividade de ministérios normalmente pode ser melhorada com menos ao invés de mais.

Muitas de nossas igrejas trocaram efetividade por estarem ocupadas. O bom uso dos recursos que Deus nos tem dado exige que repensemos tudo o que estamos pedindo que nossos membros façam. Nós realmente precisamos de igrejas mais simples. Isso, sim, é um conceito novo.


[1] Sobre o caráter encarnacional da igreja, ver texto de autoria do Rev. Luiz Augusto Bueno para a APMT aqui: https://www.apmt.org.br/central-de-artigos/o-carater-encarnacional-da-igreja-3727, acessado em 13/12/2018.

O original em inglês pode ser visto aqui: https://thomrainer.com/2014/02/seven-problems-with-an-activitydriven-church/, acessado em 13/12/2018.


Thom Rainer serviu por 12 anos como Deão da Billy Graham School of Missions and Evangelism, do Southern Baptist Theological Seminary, onde ele adquiriu seu M.Div. e Ph.D. Atualmente, é presidente e CEO da LifeWay Christian Resources, onde ele disponibiliza literatura cristã (incluindo seus mais de 20 livros autorados), com foco especial em criar igrejas saudáveis.


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